Palavra profética para a igreja: Jesus vai virar a mesa. outubro/2012

  • "E vieram a Jerusalém; e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derrubou as mesas dos cambiadores e as cadeiras dos que vendiam pombas. E não consentia que alguém levasse algum vaso pelo templo. E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões." - Marcos 11:15-17.

Jesus vira a mesa para os cambiadores do Templo.
Nos dias de Jesus, o templo funcionava como casa de câmbio, e recolhia impostos do governo, as cobranças e juros. Se alguém ficasse devendo e não tivesse como pagar, se tornava escravo. Ou poderia dar um filho seu como escravo. No caso das mulheres era mais complicado. Uma mulher que não tivesse marido e fosse financeiramente independente era considerada prostituta. Se ela tivesse um filho mais velho que a amparasse, não entraria nessa condição, mas se o filho fosse vendido como escravo, mesmo ela tendo condições financeiras, era considerada prostituta. Então era possível que alguém entrasse no Templo e saísse de lá escravo ou prostituta. Até mesmo o propósito didático do sacrifício foi corrompido. A ideia de ter que sacrificar foi substituída pelos cambistas. Eles tinham barraquinhas que vendiam animais para sacrifício, assim a didática de Deus, que ensinava o peso da morte e o valor do sacrifício, que ensinava que foi você quem matou o cordeiro era pervertida. Se a pessoa tinha quem matasse por ela, não era necessário sujar as mãos de sangue ou carregar um animal até o Templo. A "praticidade" cegava as pessoas para os princípios divinos, o exercício da Justiça foi cortado pelo mundanismo no templo. Não é de admirar a ira de Jesus. Vendo esta cena, Ele vira a mesa e proíbe o comércio ali.

A visão do coliseu
O coliseu , como o nome sugere, era um estádio colossal, onde havia espetáculos, jogos, batalhas navais e martírios cristãos. Financiado pelo Estado e pela elite de Roma, o coliseu era, sobretudo, um enorme instrumento de propaganda e difusão da filosofia romana.
Estes dias, orando, eu via o Coliseu, mas ele não estava em ruína, estava em perfeita ordem e funcionamento. E eu vi a igreja cercada pelo Coliseu. De fato, a igreja hoje está cercada por uma estrutura romana e os cristãos continuam na arena, uns esperando as honrarias políticas, outros esperando a morte, mas todos cercados pela estrutura colossal. Roma, assim como a Babilônia, representam estruturas religiosas cercando os cristãos, e deixando-os cativos, prostituídos ou mortos.

As pragas de Roma
Mas a visão apontava uma multidão de ratos vinda de cima do Coliseu. Perguntei a Deus oque eram os ratos. Os ratos são as pragas da estrutura. Ratos são animais criados por Deus, num laboratório tem sua função, mas numa cidade, não passam de pragas. Pombos são animais bonitos, mas em uma cidade não passam de pragas, isto porque são alimentados em excesso. O excesso de consumo gera lixo, o lixo atrai ratos. Toda grande cidade atrai pragas como ratos, pombos, baratas e outras pragas. Há coisas que não devemos alimentar, para que não se tornem pragas. Não é de admirar que um dos juízos de Deus seja a fome. É o juízo de quem alimentou demais a coisa errada. A fome é um dos quatro cavaleiros do apocalipse, saíram com o Anticristo, desde a vinda de Jesus. A fome, a peste, a guerra, o anticristo, já estão todos aí. Um dos erros do homem é achar que os juízos ainda virão. Eles já estão presentes faz tempo. Por exemplo, pessoas que alimentam cobiça nunca estão satisfeitas. A fome não se refere apenas à comida. Fome é ansiedade, compulsão, avidez, o desejo insaciável. Porque querem consumir sempre mais do que precisam o juízo já está sobre elas, na forma de fome. Quem alimenta a cobiça por dinheiro nunca está satisfeito. Começa a roubar. Quem alimenta a religiosidade nunca está satisfeito: começa a criar ídolos até ter um panteão sem fim. Quantos ídolos pode ter um idólatra? Infinitos, de acordo com sua fome de religião. Por isso,
  • "E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiosa. Porque todas as nações beberam do vinha da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância das suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que dizia: Saí dela, povo meu, para que não incorras nas suas pragas." - Apocalipse 18:2-4.
Aqueles ratos da visão eram as pragas romanas, os castigos de Deus sobre a estrutura. Mas estes ratos não se alimentam de lixo, pelo contrário, se alimentam das coisas preciosas do Senhor. Eles denunciam a inversão de valores. Na estrutura religiosa, as coisas de Deus são vistas como lixo. Os dons, os ministérios, a ação do Espírito Santo, tudo isto é lixo para Roma. Estes ratos são espíritos que tentam "roer" a legítima fé cristã e os valores cristãos. Este é o grande perigo de viver em uma estrutura romana. Os ratos aparecem cedo ou tarde. E neste momento, este espírito religioso está atacando como ratazanas.

O azorrague
Jesus com o azorrague destrói o comércio no templo, e a estrutura romana ali. Na sequência do texto, ele ordena que seque a figueira, depois pega o azorrague e destrói o comércio ali. No dia seguinte, a figueira seca, e isto era um ato profético, a figueira simbolizava Israel. Mas o ataque aos cambistas também foi um ato profético: cerca de 40 anos depois, e, 70 D.C., o templo é destruído. Hoje, o Senhor está retomando este ato profético. O Senhor me mostrava na visão um azorrague de fogo que ia de ponta a ponta ano Coliseu, destruindo toda a estrutura. O azorrague foi improvisado com cordéis (João 2:13). Os cordéis eram a "vitrine" das mercadorias. O juízo de Deus sobre a Roma de hoje virá a partir dos próprios mecanismos de propaganda e difusão que ela utiliza: a TV, a mídia, as rádios. Quem se beneficia do coliseu para autopromoção e corrupção do Evangelho deve se arrepender, pois o coliseu será o seu chicote. Aqueles que têm promessas devem esperar, não é tempo de buscar fama ou projetos grandiosos. Não é momento de ficar famoso, é momento de se humilhar diante de Deus.

A batalha
Na visão, comecei a lutar contra os ratos e a vencê-los. Mas começou uma batalha mais intensa e novos demônios foram liberados. André estava orando comigo e ele também via a batalha feroz se desenrolando; ele viu demônios muito maiores e começou a lutar contra eles, na visão. Eu deixei os ratos de lado, pois eram muitos, e me voltei para a batalha maior, mas então, quando me dirigia para os demônios grandes, eu vi uns demônios muito, muito pequenos avançando debaixo das patas dos enormes. E Deus disse:
“Os grandes são para distrair a atenção de vocês. Se preocupe com os pequenos."
"Senhor, mas aqueles ali são muito grandes", respondi.
"Eles são grandes, mas não tem peso no mundo espiritual. Entenda uma coisa: demônios não em peso no mundo espiritual. Eles podem ser gigantescos, mas não tem peso nem autoridade".
Então o Senhor me mostrou outra visão, uma bola de plástico dessas de criança, das bem grandes, e me mostrou um pedacinho de chumbo. O pedacinho de chumbo se atirava contra a bola enorme e a bola voava longe.
"O diabo não é grande, é inflado, e sem peso, como essa bola. Ele não tem autoridade espiritual, por isso precisa da minha autorização para fazer alguma coisa."
Quando o diabo foi até Deus para pedir autorização para tocar em Jó, ele estava diante dos anjos também. Este é um detalhe que costuma passar despercebido. Os anjos não permitem que o diabo faça nada, porque ele não tem peso nem autoridade. Quando ele quer fazer algo, precisa pedir autorização a Deus, do contrário, os anjos o impedem imediatamente. O cristão é o pedacinho de chumbo da visão.

O exército de formigas
Voltei ao campo de batalha. Abaixo dos demônios pequenos, abriram, se buracos e começaram a sair formigas, de vários formigueiros ocultos debaixo da terra. E estas formigas saiam dos formigueiros e se chocavam com o exército de pequenos demônios. As formigas são um referencial de sabedoria na Bíblia.
"Estou levantando um exército de formigas. Pequenas, poderosas e sábias, para destruir os alicerces da Babilônia. Neste momento, eu não estou nas coisas grandes, estou nas pequenas”.
As formigas vivem no pó, debaixo da terra, isso é uma referência à humildade. Deus está levantando gente humilde, pequena e anônima para fazer frente a colossal estrutura romana. Deus não está nos mega eventos, nas mega cruzadas, nos grandes encontros, nas grandes estruturas.

A estrutura romana será destruída primeiramente pelo azorrague, e depois seus alicerces virão abaixo por servos pequenos, e anônimos, os menores da tribo de Manassés.
  • "Humilhai-vos perante o Senhor, e Ele vos exaltará" Tiago 4:10.