SGP - 2013 na PIB de Jaconé

Nos dias 9, 10, 11, 12 e 13 estivemos na PIB de Jaconé, em Saquarema/RJ, ministrando durante o projeto Salvai-vos desta Geração Perversa, o S.G.P. 2013, do Instituto Esperança. Falamos sobre a importância do Amor Ágape na implantação do Reino de Deus, e depois manifestamos este Amor através do evangelismo de rua em pleno carnaval. Foi lindo. vimos pessoas quebrantadas debaixo da unção do Senhor, Deus restaurou pessoas, operou cura e incendiou o local com Sua doce presença.

Foram dias de glória na Presença de Deus, verdadeiramente respiramos Jesus. Nos intervalos conversávamos sobre a importância de fazer missões e também nos questionamos. Onde foi que nos perdemos? Quando foi que deixamos de ser uma igreja missionária? Quando foi que substituímos o "ide pelo mundo pregando o evangelho" por "ide pelo mundo fazendo eventos"? Missão não é evento, é uma prática usual como a oração. Quando foi que saímos da simplicidade que há em Cristo para os mega eventos? Quando foi que ficamos tão apáticos e insensíveis? Quando foi que o amor ágape se extinguiu de nós? Onde nos perdemos? Quando foi que abrimos mão do senhorio de Cristo para servir a programas humanos? Quando foi que adotamos o "não me importo" como prática? No dia do juízo, quando comparecermos diante de Deus, que diremos? "Senhor, eu não estava a fim"? Ou "Senhor, não era conveniente. As pessoas estavam muito imundas e eu, muito santo"...? Que diremos no dia do juízo?

No primeiro dia, Deus deixou bem claro que estava tratando com a gente. A missão era externa com, os perdidos, mas muito mais interna. Talvez a "geração perversa" não esteja somente fora da igreja, talvez precisemos nos salvar da geração perversa que está dentro dela. Como evangelizar? Treinamento? Nos seus passos, que faria Jesus? Como Jesus falaria aos foliões, aos pais de família que estão destruindo suas vidas no carnaval, aos jovens que vão se drogar, às jovens que irão abortar depois do carnaval? Se queremos cumprir propósitos eternos e estabelecer o senhorio de Cristo, devemos começar por nós mesmos."Senhor, como devemos falar aos perdidos"? -A liderança de Cristo precisa ser uma realidade e prática nas igrejas. 

No segundo dia do carnaval, desde a manhã sentimos a opressão. Á tarde um bloco fez sua concentração em frente a igreja. Ali estavam os foliões, a prostituição, devassidão e as drogas. Começamos a adorar e orar, entendemos a afronta. Nos mobilizamos para evangelizar, já que os peixes estavam pulando no barco, mas eles perceberam a movimentação e se retiraram. Alcançamos eles mais tarde. A segunda feira foi um dia mais interativo.

A terça feira foi o dia mais intenso. As pessoas paravam, a sombra da quarta feira de cinzas já se aproximava, e ficava mais simples pra eles entenderem que a depois da quarta nada mudaria, a menos que tomassem uma decisão. As pessoas simplesmente choravam diante dos evangelistas. A nuvem de glória estava presente, podíamos sentir o confronto. Encontramos gadarenos, madalenas, todo tipo de gente.

Também refletimos sobre nosso papel como transformadores. Jesus ressignificou a cruz. Oque era um instrumento de rebeldia, opressão, castigo e morte, se tornou um símbolo de submissão, libertação, perdão e ressurreição. Assim foi com o Carnaval. Tivemos uma prévia do que pode vir a ser o carnaval. Usualmente as igrejas se retiram no carnaval, mas isso está mudando. Ao invés de deixar a cidade nas mãos do diabo, há muitos que se levantam para a batalha. Se por um lado hoje é a festa da carne, do pecado e do afastamento de Deus, para nós foram dias de quebrantamento, santidade ao Senhor e presença de Deus. Não digo que o carnaval será uma festa santa um dia, nem que vai acabar. Mas digo que podemos transformá-lo, experimentamos isso. As portas do inferno não prevalecerão sobre a igreja. Eu lembrei da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. De um lado da cidade, havia uma procissão para César, do outro, uma procissão com Jesus. De um lado, o Reino de Deus, e do outro, o Reino de César. As pessoas tem escolha. E nós estávamos lá para mostrar isso a elas.

Soli Deo gloria.
Lya Alves