O odre estragado


'Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías."
João 1:23


O SACERDÓCIO DE JOÃO
Você já parou pra se perguntar por que João Batista comia mel e gafanhotos? Bem, vamos ver a história de João.
Ele era sacerdote por nascimento, segundo os preceitos da lei, porque ele era filho de Zacarias, que era da linhagem sacerdotal da tribo de Levi. João batista deveria vestir-se de linho fino da vestimenta sacerdotal. João Batista deveria como sacerdote por nascimento alimentar-se da comida sacerdotal, especialmente da flor de farinha e da carne dos sacrifícios oferecidos a Deus pelo seu povo. Agora ouçam bem: João, João Batista fez tudo ao contrário: João batista se vestia de peles de camelos. João Batista comia gafanhotos e mel silvestre. Isso tudo não correspondia à religião tradicional, não correspondia ao sistema religioso com toda sua pompa e sua liturgia. Deus, o nosso Deus, usou João Batista como foi profetizado pelo profeta Isaías, para dar um profundo golpe na mentalidade daqueles dias. Deus levantou João Batista para dizer que Ele, O nosso Deus havia rompido com a velha dispensação da lei. E estava iniciando algo totalmente novo. Foi um duro golpe para os religiosos daqueles dias. Ele usa as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. João se vestia de pele de camelo, o camelo era considerado um animal imundo, animal impuro. João Batista pregava no deserto, abandonando completamente a velha dispensação que se havia corrompido.
A CORRUPÇÃO DOS SACERDOTES

 Deus o nosso Deus levantou João Batista contra o sistema religioso orgulhoso, dos que se achavam superiores, eles achavam que tinham mais conhecimento das escrituras do que qualquer outra pessoa, mas com todo o conhecimento se degradaram e se corromperam. Não agradando o coração do Senhor nosso Deus. Mas não era só isso, além de sacerdotes e levitas havia também os saduceus, que é um tipo dos modernistas dos nossos dias, que não crêem no poder de Deus, mas crêem nas suas engenhosidades para fazer a obra de Deus (Atos 23:8). 
UMA NOVA DISPENSAÇÃO SE APROXIMA.
(...)estamos novamente próximos de uma nova dispensação. A dispensação da grande tribulação. Assim como João Batista, que deu início a uma nova dispensação, assim também o Senhor nosso Deus tem levantado muitos servos para romperem com as estruturas religiosas DE NOSSOS DIAS. O que tenho visto e ouvido não tem surgido no meio de líderes religiosos, não tem surgido nos templos, nas grandes catedrais, não tem surgido nos seminários, não tem surgido com os teólogos, mas tem surgido no meio de almas insatisfeitas com a condição da igreja e com as estruturas religiosas que impedem a comunhão do povo de Deus e impedem a verdadeira adoração à Cristo Jesus como nosso Senhor. 



É tempo de rompermos com as estruturas religiosas, é tempo de darmos início à nova dispensação. Esses que se expõem são aqueles que fazem da igreja um meio de vida. A igreja não é um meio de vida! O povo de Deus não é um meio de vida! O povo de Deus não é um meio de sobrevivência! RESTAURAR PARA DAR ÍNICIO À NOVA DISPENSAÇÃO O padrão do nosso Deus é que não pode haver desavenças no meio do seu povo, e não pode haver disputas no meio do povo de Deus. Graças ao Senhor nosso Deus, pois Ele mesmo está despertando o coração do seu povo."



Jesus está voltando, os sinais estão aí, no Ninho das Águias preferimos o deserto cheio da presença de Deus do que da opulência e a idolatria ao prédio sagrado ao qual muitos chamam equivocadamente de "igreja". Nâo queremos incorrer nas penalidade sde levítico 26 por fazer para nós colunas sagradas. Preferimos nos alimentar de mel e gafanhotos do que do fermento e da farinha dos fariseus; preferimos ser contados com os impuros e alcançar os perdidos, mesmo que para isso tenhamos que usar peles de camelo. Não somos amigos da "estrutura religiosa", porque ela mata, apedreja e é hipócrita. Rompemos com ela. Preferimos a comunhão simples, a simplicidade que há em Cristo, e os valores cristãos exercidos na prática, e não apenas em palavras vazias. Preferimos o amor ágape  na prática, e não o amor institucional que institucionaliza relacionamentos. E porque amamos, ensinamos a pensar, ensinamos a questionar,  temos liberdade de escolha e de pensamento. Conhecimento (luz) sem o Espírito cega, pouco conhecimento (trevas) sem o Espírito desvia. Mas o Pai das luzes está conosco, nos alimentamos diariamente da árvore da vida, e não da farinha dos sacerdotes. "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes" (tiago 1:17)



É tempo de rompermos com as estruturas religiosas que matam aqueles por quem Cristo morreu; é tempo de rompermos com dogmas de homens que impedem a ação do Espírito Santo, e que sepultam o sacerdócio uiniversal. 



É tempo de rompermos com aqueles que não entram no Reino e não permitem que outros entrem. É tempo de rompermos com as estruturas religiosas e sairmos da Babilônia. É tempo de resgatar a Cruz e viver o evangelho do amor, e não o Evangelho da divisão.



A dispensação está mudando. Jesus está voltando. Odres novos, vinho novo. Quando o vinho velho secar, estaremos cheios e abundantes de vinho novo.



"E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; "
Lucas 5:37



O processo de transição do vinho velho para o vinho novo é o "rompimento", você tem duas escolhas: o vinho novo, ou o vinho velho que vai secar( Deus não vai derramar mais do vinho velho). Ficar em cima do muro não é uma opção, é simplesmente tornar-se um odre estragado.



João fez a opção dele. Faça a sua.



Em Cristo,
Lya Alves
(28/04/2013)