Quem deu crédito a nossa pregação?


"Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR?
Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." - Isaías 53:1-5

Quando oramos, falamos sempre que oramos "em nome de Jesus". Será mesmo? "Em nome de Jesus" não são plavras mágicas como "abra kadabra". Não é magia. 
Falar em nome de Jesus significa falar em relação à sua trajetória, assim como falamos que o "nome de fulano é muito respeitado" ou que alguém tem nome conhecido. Não estamos falando apenas de um substantivo próprio, mas da obra de uma pessoa, no seu legado. 

E porque falamos em nome de Jesus? Porque Ele nos autorizou a realizar tarefas em Seu nome. 
"Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum."- Lucas 10:19

"E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos." - Lucas 9:2

"E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal." -  Mateus 10:1

Então falar em nome de Jesus é abraçar toda a obra dele, não apenas como mensageiro mas como participante de sua trajetória e seus sofrimentos. Mas, quando pensamos nisso, lendo Isaías 53, vemos que:

- ninguém deu crédito a Ele.
- Ele não tinha beleza nem era desejado
- Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens
- Ele esteve cheio de dores, e experimentado nos sofrimentos
- Ele foi ferido pelos pecados de outros
- Trouxe a cura para todos.

Não parece o padrão muito agradável, a não ser pelo último item, mas é ai que mora o problema. Queremos colher sem plantar, queremos operar no poder da ressurreição sem morrer na cruz e queremos operar curas sem admitir pisaduras. Queremos reputação e não pisaduras. Por que será que vemos pouco poder em ação?

Não fosse o herege Martinho Lutero, estaríamos até hoje pagando indulgências. De tempos em tempos alguém tem que perder a boa reputação pra igreja abrir os olhos. Está na hora de passar por Isaías 53.

Não vou me estender mais. Você já entendeu.

Em Cristo,
Lya Alves