Tesouros da glória. Parte 5 – Ricos em Misericórdia



“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo- pela graça sois salvos, e,  juntamente com Ele, nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares espirituais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros,a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”
Efésios 2:4-7

Semana passada vimos que as bençãos espirituais não são deste mundo, dizem respeito a vida eterna. Aquele que busca acha, e oque pede, recebe. Não devemos ser insensatos a ponto de achar que não precisamos de bens materiais, principalmente os que tem a ver com o sustento do corpo, quando o próprio Jesus afirmou que o Pai Celestial sabe que precisamos destas coisas. Vimos a diferença das bençãos para Israel e as bênçãos para a Igreja e como as bençãos refletem a natureza da aliança com Deus.

Hoje vamos ler sobre o chamado à misericórdia.

“E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?
E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.”
Lucas 10:25-37

Ao que parece, o Ministério de Misericórdia parecia algo essencial para a vida de um cristão, na visão de Jesus, quase um teste de fé. Foi assim também com o jovem rico: “vai, vende tudo oque tem e dá aos pobres” (Marcos 10:17-21). A parábola do bom samaritano põe em cheque os falsos limites que criamos para ajudar o próximo. “Quem é o meu próximo”?- Pra Jesus esta pergunta não existe, o próximo pode ser até um inimigo. Estamos preparados para não fazer distinção entre o pobre que merece ajuda e oque achamos que merece ajuda? Ou vamos apenas julgar e deixar morrer na estrada como fizeram o levita e o sacerdote? Que barreiras vamos colocar entre nós e o cumprimento da vontade de Deus?

“Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (1 João 3:17,18)

Em Lucas 9:13, Jesus estava no meio da multidão, e os discípulos disseram para ele despedir a multidão para que achassem oque comer. Mas Jesus disse-lhes: “Dai-lhes vós de comer”.

Em Cristo,
Lya Alves

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